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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Der letzte Hilfeschrei

Já faz algum tempo que venho tendo pesadelos com certa frequência. Geralmente isso acontece quando tenho apneia — que mente não começaria a bolar milhares de cenas bizarras e ameaçadoras quando a pessoa está literalmente sem respirar enquanto dorme? —, mas sei que não é esse o motivo do que vem se projetando na minha mente enquanto estou desacordada ultimamente (mais sobre isso outro dia, quem sabe). Esse tipo de coisa geralmente não me assusta, porque passa logo que acordo. Sei que era apenas um sonho ruim e que não significava nada. Eu acho. Eu espero.

Dia desses tive um no qual tudo corria bem, até que fui tomada por uma vontade tremenda de acabar com a minha própria existência. Foi algo surreal, de verdade, porque eu comecei a gritar e arranhar meu corpo inteiro, numa tentativa desesperada de tirar o que quer que fosse que estava dentro de mim, me fazendo ter esses pensamentos. Ao ver que as unhas não obtiveram sucesso, eu corri para as facas. Fiz um corte vertical, abrindo um dos braços, e, em meio a todo aquele sangue, tudo virou uma cena que eu assistia de longe. Aquele corpo frágil e trêmulo murchava aos poucos, como se fosse um balão lentamente perdendo o ar. E, mesmo de longe, mesmo que o corpo já não tivesse vida o espírito estivesse livre das amarras da carne, eu não parava de gritar.

Eu acordei. Respirei aliviada. Não tinha tido apneia, ou pelo menos não parecia ter tido (geralmente eu consigo perceber quando tive ou não). Ainda não descobri se isso foi fruto do meu inconsciente apenas, ou se teve alguma influência externa de energias negativas. Não sei até que ponto isso foi apenas um reflexo daquilo que inconscientemente desejo no dia-a-dia (quem sabe não tão inconscientemente assim) ou se foi alguma coisa que vi ou ouvi recentemente que me fez sonhar com este ato.

Quem sabe foi uma mistura de tudo isso. Quem sabe foi só um susto.
Quem sabe passa.



6 comentários

  1. Eu odeio ter pesadelos. Parece meio que pleonasmo, mas eu realmente odeio. Acordo com o coração na boca, parece que não descansei direito, e fico com muito receio de ir dormir no dia seguinte. A parte boa é que não ando tendo muitos. Mas ó, passa sim. Sempre passa. :) Beijo! ♥

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    1. Eu não odeio, mas também não diria que é uma situação agradável. Já tive alguns que foram mensagens bem claras pra mim, outros que só meteram medo mesmo. Então sei lá, sempre depende muito do pesadelo, haha. Mas deve passar sim. <3

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  2. Minha nossa, Maria. Pesadelos são a pior coisa da vida, realmente. Alguns a gente ainda entende logo que acorda que não passa de história inventada por nosso cérebro quando tá no piloto automático, mas outros fica aquela sensação estranha, uma linha muito tênue entre ficção e realidade. A minha sorte é que ando tão cansada quando deito que simplesmente apago e não sonho quase nada - e, se sonho, são coisas aleatórias e inofensivas. E isso tudo vai passar, sim, você vai ver. <3

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    1. O problema é que recentemente passei por uma situação que definitivamente deixou marcas no meu subconsciente, sabe? E isso tudo vem à tona no sono, causando vários pesadelos. Noite passada tive mais um. Vou procurar um terapeuta em breve, porque não aguento mais. É quase toda noite isso. :( Mas vai passar sim, eu vou ficar bem. C:

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  3. Tenho pesadelos todas as noites desde que era criança. É horrível, sei bem. Geralmente eles envolvem morte, sangue e tripas, misturados com ícones da cultura pop e viagens no tempo - porque bizarrice é comigo mesma, como todos sabemos. Mas o teu foi bem tenso, hein. Pode realmente ser influência de algo externo, algo ruim, pesado.

    Melhoras, hein. Fica bem. Qualquer coisa, you know where to find me. ;)

    ;*

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    1. Ai amiga, sofremos :(

      Bizarrice é teu nome do meio, não é possível HAUAHHUAH

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