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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dezesseis anos



Ultimamente tenho me sentido como uma menina de dezesseis anos de novo. Insegura, incerta, um tanto quanto solitária, ansiosa, inconstante, e as mudanças abruptas de humor tem sido um desgaste emocional desnecessário, mas eu acho que não tem muito que eu possa fazer com isso. A maior diferença é que acho que tenho sido mais paciente - embora eu ainda me apresse demais com tudo - e ando pensando duas ou três vezes antes de tomar uma decisão, ao invés de agir de imediato. E eu não sei até que ponto isso é bom, já que mil e uma oportunidades boas passaram por mim este último mês e decidi ser paciente ao invés de agarrá-las.

Acontece que eu tô me redescobrindo, mas quem sabe a palavra certa seja apenas descobrindo, meio que pela primeira vez na vida. É uma coisa estranha pra mim ter eu mesma como meu único foco. Como se eu não fosse suficiente pra mim mesma. Mas isso está tão longe da verdade que já não consigo dizer se minha auto-estima está baixa ou alta demais. Já falei que sou altamente ambivalente? Parece mais que essas duas possibilidades estão em uma batalha constante dentro de mim, vendo quem consegue mais espaço, até que a outra venha e conquiste mais ou pouco da minha atenção, e por fim eu não consigo me decidir.

Eu achava que precisava de alguém pra conversar, mas nessa última semana eu percebi que isso não é uma questão de diálogo, mas sim uma espécie de monólogo introspectivo. E é exatamente esse o problema: eu não sei se aguento parar um tempo pra conversar comigo mesma. Só parece que está na hora de tentar crescer, e deixar de ser aquela menininha insegura de 16 anos que não conseguia encontrar a si mesma em um mar de amores superficias, amizades longe de verdadeiras e pseudo-crenças.

Que o universo me ajude.

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